| >> Domingo, 30 de Setembro de 2007 |
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Foto de Luis Carlos Decq Motta, 1 de Outubro de 1957 Esta foto testemunha a forma como as projecções de cinzas começaram a cobrir tudo em redor do farol dos Capelinhos, ao mesmo tempo que davam lugar á formação de uma ilhota que, em Novembro, uniu em istmo à ilha do Faial. Precedida por intensa actividade sísmica, com o auge em finais de Setembro, esta fase é depois seguida por extrusão de lava basáltica. Durante o primeiro trimestre de 1958 predominaram os epísódios de actividade submarina para, a partir de Maio dar lugar à fase stromboliana, culminando na noite de 12 para 13, com a emissão de repuxos de basalto em fusão, ao mesmo tempo que toda a ilha do Faial era sacudida por intensa crise sísmica. De Maio em diante passou-se à fase exclusivamente terrestre, com emissão de bagacinas e longos rios de lava. Foram assim acrescentados 24 milhões de metros cúbicos ao Faial. A 25 de Outubro de 1958, 13 meses após o início, iniciou-se o processo de desgasificação e arrefecimento, mantendo-se dormente o Vulcão dos Capelinhos até aos nossos dias. Mais informações em:http://www.vulcaodoscapelinhos.org/ |
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| >> Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007 |
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Toda a região do Sahel, a sul do deserto do Sahara tem estado sob fortes chuvas torrenciais desde o fim de Julho, provocando as piores cheias desde há, pelo menos, 10 anos. Senegal, Mali, Mauritânia, Burkina Faso, Gana e Uganda, estão entre os países mais atingidos. Em algumas zonas, 3 dias de chuva foram o suficiente para atingir o valor médio anual, que se situa entre os 250 e os 500 mm. Mais de 1 milhão e meio de pessoas foram afectadas, um terço das quais ficaram sem abrigo. Após as sucessivas secas que afectaram a região durante anos seguidos, são agora as chuvas e as doenças por elas provocadas (cólera, paludismo) que devastam aqueles territórios empobrecidos pela desertificação. Os organismos internacionais, como a OMS (Organização Mundial de Saúde) e a FAO (Organização para a Agricultura e Alimentação) expressaram o seu receio de que esta tendência para os extremos climatológicos se aprofunde no futuro devido às alterações climáticas. |
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| >> Terça-feira, 25 de Setembro de 2007 |
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"Muitas explorações mineiras são, durante um curto período, fonte de rendimentos, para em seguida se transformar, durante períodos muito mais longos, em fonte de preocupações. No concelho de Estremoz também existem situações desse tipo e que não dizem respeito apenas às pedreiras. 
Foto: Luís Martins A mina da Mostardeira deu início à exploração de cobre em 1863. Foram construídos dois poços (um para extracção e outro para esgoto de água subterrânea) até uma profundidade de cerca de 100 metros. O campo de lavra estava dividido em seis pisos, onde o desmonte era feito pelo sistema de degraus invertidos com enchimento de vazios. Laborou durante cerca de 20 anos. Até 1894 foram exportadas cerca de 2.000 toneladas. Durante todo o século xx permaneceu sem quaisquer trabalhos de recuperação ambiental, exibindo os resíduos mineiros a céu aberto, que em certos casos foram mesmo aproveitados como materiais de pavimentação. Estudos levados a cabo pelo Instituto Geológico e Mineiro em 1997 permitiram a recolha de alguns dados geoquímicos nos sedimentos de linhas de água e aluviões colhidos na área de influência da mina da Mostardeira, tendo em vista uma avaliação preliminar da contaminação química produzida no ambiente a partir dos trabalhos mineiros. Os resultados obtidos apontaram para uma situação de risco ambiental potencial. Trabalhos realizados pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa em 2004 a pedido da Câmara Municipal de Estremoz confirmaram a presença dos elementos da associação cobre-arsénio em concentração anómala nas linhas de água imediatamente a jusante da mina. Qualquer utilização futura de terrenos afectados por trabalhos mineiros, que faculte a exposição a substâncias perigosas, deve ser objecto de uma avaliação do risco para a saúde humana e para o ambiente. E, logicamente, deve dar lugar à execução de trabalhos de requalificação ambiental, que permitam dar um novo uso adequado, e seguro, aos terrenos recuperados. Numa situação como a que ocorre na mina da Mostardeira, e que se repete em centenas de locais por esse país fora, que não permite a aplicação do princípio do poluidor-pagador (pois esse desapareceu há muito), cabe ao Estado encontrar a solução – inclusive financeira - que permita efectuar a avaliação da contaminação e os trabalhos de remediação compatíveis com o nível de descontaminação requerido para o efeito." em http://starmoce.blogspot.com/ |
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| >> Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007 |
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O meteorito que caíu no Peru no passado sábado, perto do famoso Lago Titicaca, causou dores de cabeça e náuseas entre os habitantes das redondezas. De acordo com Luísa Macedo, investigadora do INGEMMET (Instituto de Geologia, Minas e Metalurgia do Perú) a misteriosa doença resultou da inalação de vapores de arsénio. O meteorito foi o responsável pela libertação de gases quando a sua superfície quente contactou com o nível freático contaminado com elevados teores de arsénio. |
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| >> Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007 |
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Num post de 31 de Janeiro deste ano, intitulado Mudanças Globais II, referiamos: Observações de satélite do Oceano Árctico mostram que a área coberta de gelo é a menor dos últimos 20 anos; o Oceano Árctico perderá cerca de metade do seu volume de gelo entre 1950 e 2050, sendo provável a sua circum-navegação já na próxima década. Pois bem: parece que não vamos ter de esperar pela próxima década. Imagens de satélite analisadas pela Agência Espacial Europeia mostram que este Verão a camada de gelo que cobre o Oceano Ártico perdeu um milhão de quilómetros quadrados, tornando navegável a passagem entre o Oceano Pacífico e o Oceano Atlântico e reduzindo à banalidade o feito de Amundsen, de há precisamente cem anos. A velocidade de redução da camada de gelo entre o estreito de Bering e a Gronelândia, muito superior à prevista, coloca novas interrogações acerca da evolução das alterações climáticas no nosso planeta e abre uma disputa internacional acerca dos direitos sobre esta passagem, que o Canadá reivindica como seus. 
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| >> Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007 |
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Do Público de hoje com o mesmo título e a devida vénia a Ricardo Garcia: "Duas zonas industriais na Índia, uma na China e outra no Azerbeijão entraram para o rol dos dez sítios mais poluídos do mundo, de acordo com uma avaliação feita pelo Instituto Blacksmith, uma organização não-governamental norte-americana. É o segundo ano em que a lista é divulgada e seis sítios que já estavam entre os piores do planeta em 2006 mantêm-se na mesma situação em 2007. A lista não faz um ranking entre os dez locais, de modo a dizer qual é o pior. Os sítios foram seleccionados entre um conjunto mais alargado de 400. A escolha é feita por um grupo de especialistas de empresas e universidades, sobretudo com base no impacto da poluição sobre a saúde humana, especialmente das crianças. Um dos novos sítios da lista é Sumgayit, um antigo complexo industrial soviético no Azerbaijão, fortemente contaminado com metais pesados, químicos orgânicos e produtos petrolíferos. Cerca de 275 mil pessoas estão expostas ao legado poluente das suas indústrias. Tianjin, um centro mineiro na China, também é outro sítio a entrar para os dez mais poluídos. Cerca de 140 mil residentes convivem com elevadas concentrações de metais pesados no ambiente. A Índia entra com as zonas industriais de Vapi - onde o mercúrio na água supera em 96 vezes o valor máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde - e de Sukinda, palco de elevada contaminação com crómio hexavalente. Mantêm-se na lista Linfen (China), Chernobil (Ucrânia), La Oroya (Peru), Norilsk e Dzerzhinsk (Rússia) e Kabwe (Zâmbia). O Instituto Blacksmith também apresenta uma relação mais alargada dos 30 locais mais poluídos. No ano passado, esta lista ampliava-se a 35 sítios, que incluíam dois nos Estados Unidos - um deles Nova Orleães, devido à contaminação deixada pelo furacão Katrina. " |
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| >> Terça-feira, 11 de Setembro de 2007 |
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O 11 de Setembro veio salientar uma realidade que estava claramente sub-avaliada no que respeita à gestão do risco. A de que os riscos, em geral, e os tecnológicos, em particular, são ampliados pela vulnerabilidade urbana-industrial combinada com a ameaça terrorista. A destruição de uma grande barragem, de uma central termoeléctrica, de uma infraestrutura de transportes pode paralizar uma cidade ou uma região com milhões de habitantes. O envenamento de um sistema de abastecimento de água, ou o ataque a uma central nuclear, pode provocar a morte de muitos milhares de pessoas. Paradoxalmente, o crescimento desenfreado dos aglomerados urbanos aumentou a vulnerabilidade - isto é, o grau de fragilidade de um grupo de pessoas, ou de uma área, a um perigo potencial, seja ele natural (um sismo) ou tecnológico (uma fuga radioactiva). E o risco é o produto do perigo potencial pela vulnerabilidade. É por isso que, nos países com sistemas de planeamento deficiente, a vulnerabilidade e, consequentemente, o risco, é maior nas cidades do que no campo - por exemplo, face a uma inundação "relâmpago": veja-se o exemplo de Nova Orleães. A única forma - sustentável - de responder a esta ameaça, é fortalecer a capacidade de resposta de uma comunidade face a um perigo potencial. Privilegiando a abordagem pró-activa, em detrimento da reactiva. A abordagem multidisciplinar, em vez da abordagem científica + a abordagem da engenharia. Focar na gestão do risco, em vez da gestão da resposta ao acidente. |
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| >> Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007 |
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Que actividades mais contribuem para a contaminação do solo? O gráfico abaixo demonstra que as respostas variam muito de país para país. De um modo geral poderá dizer-se que os países mais industrializados tém como principal fonte... a indústria, o que poderá parecer uma verdade de La Palisse. Mas a contribuição dos sistemas de tratamento de resíduos (municipal ou industrial - vejam-se neste último os casos da Suíça e da Grécia) é também muito significativa, o que parece um contra-senso. Afinal não existem para prevenir a contaminação? Ah! Não vale a pena procurar Portugal na lista... Mais uma vez, não há dados sobre o nosso país... 
EIONET priority data flows on contaminated sites, assessment published August 2007. |
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| >> Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007 |
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Dado o número excepcionalmente elevado de pedidos de inscrição no curso para a edição que vai decorrer já nos próximos dias 10 a 14 de Setembro, a coordenação do curso decidiu organizar uma próxima edição para 11 a 15 de Fevereiro de 2008 com o mesmo programa. Por isso, se não teve a possibilidade de se inscrever para agora já pode realizar a sua pré-inscrição no GEOTA para a edição de Fevereiro. |
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| >> Terça-feira, 4 de Setembro de 2007 |
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Cerca de 2.000 representantes de governos, agências das Nações Unidas, organismos inter-governamentais e organizações ambientais estão reunidos em Madrid desde 3 de Setembro para a 8ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Luta Contra a Desertificação. Esta é uma época em que muito se fala em cheias catastróficas provocadas por furacões, como o recente Dean nas Caraíbas. A outra face das consequências das mudanças climáticas globais é a seca e a desertificação, que ameaça presentemente um terço da humanidade, em particular as populações pobres do planeta. Os problemas de desertificação são tanto mais graves quanto se verifica que, em larga medida, eles são criados pelas próprias populações da orla do deserto por destruição da escassa vegetação como forma de angariar energia (carvão vegetal) para o consumo doméstico, como no caso do Sahel. Deste modo o deserto avança a taxas que já chegaram a atingir várias dezenas de quilómetros por ano em regiões do sul do Sahara. Com efeitos mais visíveis em África, a desertificação está a progredir rapidamente também no Sul da Europa, principalmente nas Penínsulas Ibérica e Itálica, ameaçando ecossistemas e valores económicos como a agricultura e as florestas. O sul da Europa (e a bacia mediterrânica em geral), vê agravados os processos de degradação do solo devido à conjugação de condições climatéricas desfavoráveis com actividades lesivas: secas e regimes de pluviosidade irregular e intensa; desflorestação, florestação inadequada e fogos florestais; práticas agrícolas incorrectas e urbanização desordenada. Partes substanciais de Portugal, Espanha, Itália, França e Grécia correm um risco severo de desertificação cujas consequências sócio-económicas - como seja instabilidade social e migrações humanas - estão muito longe de ser equacionadas. Em Portugal mais de metade do território corre o risco de desertificação. No espaço de duas décadas, 2/3 do país pode transformar-se em solo árido, se nada for feito para inverter a situação. A aridez dos solos atinge a totalidade do interior algarvio e o Alentejo. O fenómeno assume proporções dramáticas na margem esquerda do Guadiana (concelhos de Mértola, Castro Marim e Alcoutim). Mas a desertificação não está confinada ao Sul do país. Todo o interior raiano, do Algarve a Trás-os-Montes, está a tornar-se num deserto, em termos de perda de potencial biológico dos solos. in http://panda.igeo.pt/pancd/ |
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