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>> Quinta-feira, 26 de Julho de 2007
Estação de Estremoz integrada na rede sísmica mundial ameaçada pelo novo traçado do IP2
 

Uma das duas únicas estações sísmicas nacionais integradas na Rede Sísmica Mundial, a estação de Estremoz, localizada na Herdade da Granja, teria de ser desactivada se o traçado do IP2 proposto pelas Estradas de Portugal prevalecesse na decisão que o Ministério do Ambiente terá de tomar nos próximos dias.

É o próprio Instituto de Meteorologia que o afirma, ao dar parecer desfavorável no processo de Consulta Pública do Estudo de Impacte Ambiental do projecto do IP2 – Variante de Estremoz.

No âmbito da modernização da rede nacional de vigilância sísmica, o Instituto de Meteorologia colocou em operação em 2006 no território de Portugal Continental 7 estações sísmicas de banda larga. A nova tecnologia instalada neste grupo de estações permitiu já obter excelentes resultados na detecção e monitorização da actividade associada ao sismo de 12 de Fevereiro passado, de magnitude 5,9 e com epicentro a Sudoeste do Cabo de S. Vicente.

Duas destas novas estações estão já integradas na rede sísmica mundial, sendo os dados transmitidos em tempo real do IM para dois Centros de Dados sísmicos à escala mundial, IRIS (Incorporated Research Institutions for Seismology) e ORFEUS (Observatories and Research Facilities for European Seismology). Uma delas localiza-se na Herdade da Granja, em Estremoz.

Os dados recolhidos nesta rede serão ainda parte integrante do futuro sistema de alerta precoce contra tsunamis para o Atlântico Nordeste e para o Mediterrâneo, para o qual se pretende que o IM venha a assegurar um dos Centros Regionais do referido sistema de alerta.

 
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>> Segunda-feira, 23 de Julho de 2007
A propósito das cheias em Inglaterra
 

A expansão urbana característica das sociedades modernas tem levado a profundas alterações no ciclo hidrológico pondo em risco o desenvolvimento equilibrado das cidades, com relevo para o risco de inundação.

Estas alterações no ciclo hidrológico resultam de muitos factores, como seja: aumento das áreas impermeabilizadas, criação de barreiras à drenagem natural e canalização de cursos de água.

De todas as acções negativas sobressaem a construção em leito de cheia e a artificialização de linhas de água, pelos efeitos que produzem: na diminuição da infiltração, no aumento do escoamento superficial e, consequentemente, no aumento do risco de inundação, e por isso devem merecer a maior atenção no contexto da gestão de água pluviais.

O controlo de águas pluviais pode ser efectuado mediante soluções técnicas a implementar a montante do sistema de colectores, de forma a: interferir ao nível da bacia de drenagem, melhorar a infiltração das águas pluviais e assim reduzir a sua afluência aos sistemas de colectores, frequentemente sem capacidade de resposta em períodos “de ponta”.

Em alternativa à abordagem tradicional - que consiste em recolher as águas pluviais, transportá-las em colectores enterrados, e descarregá-las no meio receptor - constituem exemplos de soluções de controlo na origem: poços absorventes, trincheiras e bacias de infiltração, filtros de areia enterrados, reservatórios ou bacias de retenção e sistemas de pavimentos porosos.

Mas para que isso fosse uma realidade seria necessário que os nossos decisores políticos, os nossos urbanistas, os nossos projectistas, os nossos empreiteiros, enfim, porque não dizer, todos nós, pensassemos na água de uma forma mais holística (menos como um "produto", ou como um "problema") e concebessemos a engenharia de uma forma mais "natural".

 
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Cheias em Inglaterra: a outra face da moeda
 

Enquanto o "Sul" (leia-se, África, a Bacia Mediterrânea...) está à mingua, as inundações sucedem-se no Norte (da Europa).

Mais de 350.000 pessoas em Gloucestershire  correm o risco de ficar sem electricidade e água potável, à medida que os efeitos devastadores da pluviosidade excepcional que tem vindo a cair no sudoeste de Inglaterra se tornam mais nítidos. Situações semelhantes vivem-se nos condados próximos de Warwickshire e Worcestershire, com a subida das águas do Severn e do Tamisa.

Os efeitos conjugados das alterações climáticas, da subida dos níveis freáticos em áreas de declínio industrial e da impermeabilização dos solos em áreas urbanas colocam na ordem do dia a necessidade de melhorar os sistemas de drenagem, renaturalizando-os, como forma de diminuir a vulnerabilidade das comunidades ribeirinhas.

As inundações em Upton-upon-Severn

 
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>> Sexta-feira, 20 de Julho de 2007
Bem "ao lado": o que está a acontecer ao lago Chade?
 

O Lago Chade foi, até há poucas décadas, um das maiores massas de água doce africanas. Hoje é uma sombra do que foi: em 35 anos perdeu 95% do seu volume.

Situado na intersecção de 4 países da Africa Central/Ocidental (Camarões, Chade, Níger e Nigéria) foi objecto de sobre-exploração para projectos de irrigação, a que se sobrepuseram os efeitos das alterações climáticas, com um significativo declínio da pluviosidade desde a década de 60 e a acentuação da seca e da desertificação.

 
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Conflitos bélicos e escassez de água. O Darfur é a ponta do iceberg?
 

A propósito da ligação do conflito no Darfur com a escassez de água transcrevem-se declarações do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon publicadas na Folha de S. Paulo em 20 de Junho de 2007:

Falamos sempre de Darfur utilizando uma cómoda linguagem política e militar, descrevendo-o como um conflito étnico que opõe milícias árabes a rebeldes e agricultores negros. Mas, ao nos debruçarmos sobre as raízes desse conflito, vemos uma dinâmica mais complexa. Além das causas sociais e políticas, ele se iniciou como uma crise ecológica, provocada, em parte, por uma alteração climática.

Há duas décadas, as chuvas começaram a se tornar raras no sul do Sudão. Os cientistas pensaram que se tratava de um capricho da natureza. Pesquisas posteriores mostraram que esse fenómeno coincidiu com um aumento da temperatura das águas do oceano Índico que perturba a estação das monções. Isso leva a pensar que a seca na África subsaariana se deve, pelo menos em parte, ao aquecimento do planeta provocado pelo homem.

Não foi por acaso que a violência deflagrou em plena seca. Um artigo recente de Stephan Paris, publicado na "Atlantic Monthly", descreve o caloroso acolhimento que os agricultores negros dispensavam aos pastores quando estes atravessavam suas terras, onde seus camelos pastavam e cujos poços partilhavam. Mas, quando deixou de chover, os agricultores ergueram barreiras, com medo de que suas terras fossem destruídas pelos rebanhos. Pela primeira vez, não houve água nem alimento para todos. E eclodiram os combates que, em 2003, se transformaram em tragédia.

 
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>> Quinta-feira, 19 de Julho de 2007
Água subterrânea em Darfur
 

Uma equipa de cientistas da Universidade de Boston liderada pelo geólogo Farouk El-Baz identificou, através da análise de dados obtidos por imagem de satélite, uma massa de água subterrânea com cerca de 30.750 quilómetros quadrados (cerca de um terço do tamanho de Portugal) na região do Darfur, no Sudão, onde poderiam ser executados cerca de mil poços de onde pode ser extraída água potável.

Esta descoberta pode ser fundamental no virar de página do conflito bélico que assola a região onde, nos últimos 20 anos, ocorreram duas grandes secas, cada uma com cerca de sete anos de duração. "Muita da perturbação e da miséria no Darfur devem-se à falta de água", disse o cientista. A exploração desta massa de água permitiria que a comunidade nómada mantivesse o seu estilo de vida, ao mesmo tempo que alimentaria a agricultura e a economia regional.

O Governo egípcio, onde o trabalho deste geólogo já produziu resultados semelhantes no passado, ofereceu os materiais e mão-de-obra para escavar os primeiros 20 poços. Falta ainda que a equipa consiga determinar a melhor localização para as primeiras perfurações.

 
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>> Quinta-feira, 5 de Julho de 2007
Escorregamento de terras no México enterra 60
 

Um escorregamento de terras ocorrido ontem na Serra Negra, no Sul do México, soterrou um autocarro com 60 pessoas, maioritariamente estudantes, professores e agricultores.

Os escorregamentos de terras são vulgares nesta região do México, de elevados declives, particularmente nesta altura do ano, caracterizada por fortes chuvas.

Os trabalhos de remoção das terras e procura de sobreviventes ainda prosseguem.

 
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>> Terça-feira, 3 de Julho de 2007
Curso de Descontaminação de Solos e Águas Subterrâneas
 

Correspondendo a uma série de solicitações aí está a 2º Curso de Descontaminação de Solos e Águas Subterrâneas já para Setembro.

Destina-se a técnicos e quadros de instituições e empresas que trabalhem na área do ambiente, nomeadamente, na avaliação e remediação de locais contaminados e tem como objectivos promover a divulgação do conhecimento sobre o estado-da-arte e competências relevantes na avaliação, modelação, análise de risco e tecnologias de remediação de solos e águas subterrâneas contaminadas.

 
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