| >> Sexta-feira, 27 de Abril de 2007 |
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Nova legislação sobre avaliação e gestão de inundações, aprovada em 25 de Abril pelo Parlamento Europeu, impõe a elaboração da cartografia das zonas de risco e planos de gestão de risco nas bacias hidrográficas. Nos últimos 10 anos, ocorreram mais de uma centena de grandes inundações na Europa, onde mais de 80% dos grandes rios atravessam as fronteiras de dois ou mais países. Com a nova lei pretende-se criar um quadro legislativo reforçado, a nível comunitário, para proteger a saúde humana, o ambiente, o património cultural e as actividades económicas. Na sua última versão o diploma faz referência ao seu impacte das alterações climáticas na probabilidade de ocorrência de inundações. A nova directiva obriga dos Estados-membros a ter a avaliação preliminar dos riscos de inundações realizada até 2011, as cartas de zonas inundáveis e de risco prontas no final de 2013 e os planos de gestão de riscos concluídos e publicados até 2015. No Norte da Europa, como na Alemanha e no Reino Unido, a subida do nível freático, que resulta da conjugação de maior pluviosidade e do declínio de actividades industriais nas imediações das cidades –implicando menores extracções de água subterrânea, tem levado ao aumento das inundações em áreas urbanas impermeáveis. Também em Portugal o aumento dos episódios de pluviosidade irregular e intensa podem provocar inundações. Na Madeira e nos Açores e também no Alentejo, sujeito a regimes de chuvas torrenciais, registam-se frequentemente enxurradas que atingem povoações colocadas em leitos de cheia. Exemplo: as ocorrências em Ribeira Quente (Açores), e Funcheira, Garvão e Carregueiro (Alentejo), no Outono de 1997, com o registo de numerosas mortes. O Ribatejo é afectado ciclicamente por cheias: são inundações típicas de rios com o perfil do Tejo que contribuem para a fertilidade dos terrenos. Hoje em dia as cheias no Tejo estão muitas vezes associadas a descargas das barragens do Fratel, Belver e Castelo de Bode, que por sua vez, estão condicionadas pelas descargas das barragens espanholas. Mas as modificações nas condições de drenagem natural podem aumentar o risco nas áreas ribeirinhas. Por exemplo, a ocupação do leito de cheia do rio Nabão é a causa directa das inundações na cidade de Tomar no Inverno passado. Em Portugal o DL. 364/98 exige aos municípios com áreas urbanas e urbanizáveis atingidas por cheias (nomeadamente as ocorridas desde a década de 60), a cartografia das zonas inundáveis, tendo em vista a preparação de medidas preventivas e de formas de actuação em caso de emergência. Com isso pretender-se-ia estimar os riscos decorrentes de uma eventual ocupação urbana, propiciando, uma gestão de prevenção mais eficaz, e assegurando às populações o conhecimento de uma situação que as pode afectar. |
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| >> Quinta-feira, 26 de Abril de 2007 |
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Uma cavidade com cerca de 40 m de diâmetro por 60 de profundidade abriu-se no chão de uma comunidade pobre dos arredores da capital da Guatemala engolindo uma casa e os moradores que lá estavam. Ao que parece a causa imediata foi uma explosão ocorrida no interior de uma conduta de esgotos. |
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| >> Domingo, 22 de Abril de 2007 |
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E porque hoje é Dia da Terra e do Património Geológico proponho como símbolo comum para as duas comemorações... a Duna do Pôr-do-Sol... em Jericoacoara! 

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| >> Quarta-feira, 18 de Abril de 2007 |
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Hoje comemora-se o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. O tema escolhido pelo IPPAR para o ano de 2007, "Território: um património plural", pretende explorar a ideia de que todas as comunidades possuem os seus monumentos de referência, mas que é importante ter em consideração que tais realizações não estão isoladas do tecido cultural que as envolve e que as justifica. Em Portugal, para muitas comunidades locais, os seus “monumentos de referência” têm uma natureza geológica. Basta pensar nas falésias do Cabo Mondego, a norte da Figueira da Foz, onde é possível observar um dos melhores registos dos sedimentos do Jurássico; as pistas de dinossáurios no Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros ou no Cabo Espichel; Setúbal e a sua “Pedra Furada”; a Ponta do Telheiro, na Costa Vicentina; o Algar do Carvão, na Ilha Terceira (Açores); as cristas quartzíticas de Penha Garcia e de Marvão; o Penedo de Lexim e a Lomba dos Pianos, no concelho de Mafra; as Lagoas das Sete Cidades, do Fogo e das Furnas, na Ilha de S. Miguel (Açores); as Portas do Ródão, no Alto Tejo; os Pitões das Júnias, no Gerês; a Frecha da Mizarela, na serra da Freita; as Fisgas de Ermelo, na serra do Marão... e tantos, tantos outros... quase todos ignorados do grande público e abandonados à inexorável corrosão dos tempos. Património em risco... Poderia ser outro, o nosso olhar sobre os geomonumentos. As paisagens geradas por processos geomorfológicos, assim como as ocorrências de património geológico e a forma como interagimos e as usamos ao longo do tempo, deveriam ser vistas numa perspectiva de georecurso cultural, a ser simultaneamente explorado e preservado. Uma estratégia de protecção activa não só autorizaria e encorajaria a visitação mas simultaneamente garantiria a conservação dos bens culturais por auto-financiamento, como forma de promover um novo tipo de desenvolvimento económico, no qual a sustentabilidade é a ideia central e derradeira. 
Com os Amigos dos Açores, dentro de um tubo de lava, sob a cidade de Ponta Delgada, em 1 de Maio de 2006. |
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| >> Sexta-feira, 13 de Abril de 2007 |
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 Estreou ontem o filme “A Nuvem”, com realização de Gregor Schnitzler. Da sinopse do filme pode ler-se: “Um acidente numa central nuclear perto de Frankfurt lança o pânico no país. Uma gigantesca nuvem radioactiva foi libertada e avança em direcção à cidade de Schlitz. Toda a população que vive nos arredores da central nuclear fica imediatamente contaminada e rapidamente morrem 38.000 pessoas. Todos os que vivem um pouco mais afastados tentam fugir. Entre eles está Hannah, de 16 anos, e o namorado Elmar. À medida que a lei e a ordem deixam de existir, eles tentam escapar da zona de perigo.” Site oficial: http://www.die-wolke.com/ |
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| >> Quinta-feira, 12 de Abril de 2007 |
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As crianças podem agora aprender a agir perante catástrofes naturais – desde incêndios florestais a inundações ou tsunamis, passando por ciclones e sismos de grande intensidade - e a atenuar os efeitos destas, graças ao novo jogo de vídeo em linha lançado pela Estratégia Internacional de Redução de Catástrofes (ISDR). O projecto resulta de uma campanha de educação da ISDR e ensina as crianças a construírem aldeias e cidades mais seguras. O jogo é constituído por várias missões que têm de ser realizadas num tempo-limite e com um orçamento específico.
Deste modo, as crianças aprendem, de uma forma lúdica, em que medida o local e os materiais de construção utilizados são importantes, quando surge uma catástrofe natural. É-lhes também ensinado como os sistemas de alerta precoce, os planos de evacuação e a educação podem salvar vidas. As crianças são os futuros arquitectos, governantes, médicos e pais do mundo de amanhã. Se souberem o que há a fazer para reduzir o impacto das catástrofes naturais, ajudarão a criar um mundo mais seguro.
Para jogar: http://www.stopdisastersgame.org/playgame.html |
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| >> Quarta-feira, 11 de Abril de 2007 |
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Cerca de 45 milhões de pessoas que vivem nas zonas costeiras da Europa vão beneficiar de um novo projecto tendo em vista a criação de um sistema de alerta rápido de tsunamis. O novo projecto é uma iniciativa italiana destinada a assegurar o tratamento e cobertura permanentes de dados sísmicos nos mares à volta da Europa. Estes dados, que são essenciais para detectar terramotos susceptíveis de gerar tsunamis, podem contribuir para aumentar significativamente a protecção das zonas costeiras intensamente urbanizadas e povoadas da Europa. O plano italiano foi apresentado na 3ª Reunião do Grupo de Coordenação Intergovernamental para o Sistema de Alerta Rápido de Tsunamis e Atenuação dos seus Efeitos no Nordeste do Atlântico, no Mediterrâneo e nos Mares Adjacentes, organizada pela UNESCO em Bona, na Alemanha, em Fevereiro passado. Os dados serão fornecidos por uma das maiores instituições de investigação europeias no domínio da geofísica, sismologia e vulcanologia, o Istituto Nazionale di Geofisica e Vulcanologia, que será o primeiro centro de entrega e disseminação imediatas de dados do sistema. Prevê-se que no final deste ano já esteja a funcionar um sistema inicial de detecção e que o sistema completo, abrangendo todas as zonas costeiras desde o Mar Negro ao Mediterrâneo e ao Nordeste do Atlântico, fique concluído em 2011. O sistema basear-se-á, em grande medida, nas actividades nacionais existentes de monitorização sísmica e do nível do mar, que, embora bastante desenvolvidas necessitam de ser integradas para poderem funcionar como um sistema regional eficaz. A Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO está a conduzir os esforços no sentido do estabelecimento de um sistema mundial de alerta de tsunamis. Após o tsunami devastador do Oceano Índico, que causou a morte de mais de 200 000 pessoas, aquela Comissão coordenou o estabelecimento de um sistema de alerta de tsunamis naquela região e está também a trabalhar com vista à criação de um sistema idêntico para o Mar das Caraíbas. Os peritos dizem que dezenas de milhares de pessoas que morreram em consequência do tsunami de 2004 poderiam ter-se salvado se existissem sistemas de alerta rápido, pois isso ter-lhes-ia permitido escapar para terrenos mais elevados nas horas entre o terramoto que gerou as ondas gigantescas e o momento em que estas atingiram a costa. (Baseado numa notícia produzida pelo Centro de Notícias da ONU a 13/02/2007)
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